A PESSOA QUE ia escovar os dentes e dormir. A pasta já esparramada na escova, e a vontade de comer chocolate. Devorou-o. Dormirá alguns gramas mais pesado. Dormiria, não fossem alguns sobressaltos. Espalhou lascas por todo o quarto. Pegou uma vassoura e levou tudo para fora. Com o exercício, perdera o sono e, deitado na [...]
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Alterações
Publicado em Historinha em Maio 18, 2009 | Deixar um comentário »
Não permita que o mundo termine sem você
Publicado em Historinha em Abril 15, 2009 | Deixar um comentário »
Abdala acordou como fazia todos os dias. Seus olhinhos estavam remelentos e abertos apenas o suficiente para não tropeçar ao descer a escada em espiral do quarto até a cozinha. Preparou seu café. Virou a xícara e, surpresa!, ela estava vazia. Abdala coçou forte os olhos e os arregalou, e tudo em volta era escuridão. [...]
Dias assim
Publicado em Historinha, etiquetado comédia, conto, história, humor, Literatura, sinal em Janeiro 21, 2009 | Deixar um comentário »
Há dias em que só se levanta pela fome: as pernas fracas e a corcunda não deixariam você levantar sem um bom motivo. Nesses dias normalmente você abre a porta de cima da geladeira (vulgo freezer) e deixa uma lasanha assando no microondas enquanto cochila por mais quinze minutos antes de comer e voltar a [...]
O cigarro além de nós
Publicado em Historinha, etiquetado chaminé, cigarro, drogas, fedor, Literatura, machado de assis, memórias póstumas de brás cubas, tabaco, vegetarianismo em Dezembro 29, 2008 | 4 Comentários »
Meus olhos estavam imersos em Memórias póstumas de Brás Cubas. Minha boca também, e babava. A capa dura não era bom travesseiro, mas o tédio naquela hora me permitiria dormir de ponta cabeça. De repente, como quando Bentinho viu Capitu nua com seu amante (tenha isso acontecido ou não, também dormi em Dom Casmurro), senti [...]
Filho de Escritor
Publicado em Historinha, etiquetado Literatura, magrite, shakespeare, surrealismo em Dezembro 25, 2008 | 2 Comentários »
– Hamlet! — foi sua primeira palavra, pronunciada desajeitadamente apontando para a colher em cima da sua cadeirinha. O pai por pouco não advertiu a criança para não usar o nome de Hamlet em vão.
O tempo passou rápido para o já menino, de olhos devoradores como o do pai. Em sua bagagem cultural, acumulou livros [...]