Casas grandes, uma do lado da outra, sem muros. Jardins verdes, lilases, esbranquiçados; passagens estreitas até as portas de entrada. Garotas jogavam vôlei e tomavam água da cascata artificial; garotos fingiam andar de patins e tomavam refrigerante enquanto observavam a partida. Aposto que nem sabiam que lado estava ganhando; como se importasse. Distraído, misturava meus sonhos ao pensamento alado de uma mocinha loura que lia debaixo da goiabeira. Ela levantou a cabeça e me viu. Piscou e sorriu. Nossos olhos brilhavam quando nos vimos pela primeira vez. Ela abandonou o drama na grama, ficou de pé. Balançou suavemente os quadris para caírem as folhas, e o vestido de algodão vermelho agitava a garoa e o meu coração. Só estava esperando por mim.
Uma placa tentou me avisar:
Rua sem saída.
Entrei e fiquei lá para sempre.
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A-D-O-R-E-I