Tarde da noite. O rapazote ao homem de farda que passava a passos rápidos:
– Sabe onde fica o quartel?
A resposta é ríspida:
– Se soubesse já estaria lá!
O camuflado não pára de andar; o meninote fica parado por alguns instantes, logo correndo atrás do homem:
– Ei, vamos procurar juntos?
– Hunf… — resmunga afavelmente, como que envergonhado de aceitar a companhia.
Caminham juntos por três quarteirões e cansam. Param em um boteco para recuperar as energias.
– O que pretende fazer quando chegarmos ao quartel, ossinho? — Militares e seus apelidos…
– Fazer uma entrevista para zelador. Não terminei o ensino médio, mas tenho experiência.
Várias idas ao banheiro depois…
– E você?
– Eu o quê?
– Vai fazer o que lá?
– Lá onde?
– Esquece.
Saem de lá quando as corujas já corujeavam.
– É, não encontramos…
– Encontramos o quê?
– Nada. Amanhã procuramos de novo?
– Claro! Te espero às oito na mesma mesa.
Um conto expresso. bem rápido, sem firulas. Um pouco confuso – talvez pela confusão dos próprios personagens – mas mesmo assim interessante.
abs